Nuno Melo empossado líder distrital do CDS-PP em Famalicão

Nuno Melo empossado líder distrital do CDS-PP em Famalicão

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“Temos o melhor programa, temos as melhores pessoas e estamos preparados”, afiançou na noite do passado sábado Assunção Cristas em Calendário, Vila Nova de Famalicão, referindo-se sobretudo aos novos desafios do seu partido e particularmente às eleições legislativas do próximo ano.
Num restaurante repleto de militantes e amigos do partido situado numa união de freguesias presidida por uma centrista – Estela Veloso, a líder do CDS sublinhou que o paradigma que hoje se vive na sociedade portuguesa terá o seu epílogo no ato eleitoral de 2019 “quando nós, no centro-direita, tivermos 116 deputados”.
Assunção Cristas falava na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos distritais de Braga do partido, agora liderados pelo eurodeputado Nuno Melo na comissão política, por José Oliveira na mesa da assembleia e ainda por Hélder Pereira no conselho de jurisdição.
Na mesma sala onde em abril de 2016 havia começado o Dia do Distrito, Assunção Cristas dava agora relevo à iniciativa do momento, chamada Ouvir Portugal e que a levou naquela tarde a percorrer as ruas de Braga onde,
acompanhada nomeadamente por Nuno Melo e pelo vereador local Altino Bessa, distribuiu um flyer às pessoas com quem se cruzava incitando-as a que, “militantes ou não”, participassem na vida do partido. “Falem connosco que
nós queremos ouvir-vos. Queremos saber o que é que as pessoas pensam, para darem ideias e sugestões. Por isso”, sublinhava a líder centrista, “podem contar com o CDS, o CDS está forte, está a crescer” e vai chegar ainda mais
forte ao congresso de 10 e 11 de março em Lamego, afiançou.

“O QUE VIMOS EM BRAGA VAI SER MULTIPLICADO POR ESTE PAÍS FORA”

Antes da intervenção da líder centrista falou o eurodeputado famalicense Nuno Melo, que também é presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão e que ali, naquele momento, sucedia a Altino Bessa como presidente da comissão política distrital de Braga do CDS.
“Assunção”, começou por dizer Nuno Melo, “é uma honra enorme para nós ter-te cá!”.
O eurodeputado enalteceu o trabalho de Altino Bessa, que cessa funções de três mandatos consecutivos como presidente distrital e elogiou a abnegação de Telmo Correia e Vânia Dias da Silva, também eles ali presentes.
“Uma palavra de apreço por todos aqueles que se candidataram pelo CDS nas últimas eleições autárquicas”, referiu Nuno Melo, sublinhando que nesse ato eleitoral do passado dia um de outubro o CDS mostrou ao país inteiro que
“não somos nenhum Bloco de Esquerda da direita”.
O agora presidente distrital de Braga do CDS lembrou o “excelente” resultado obtido pela líder do partido em Lisboa – “o melhor de sempre”, sublinhando que “a Assunção mostrou em Lisboa que em política não há impossíveis”.
Nuno Melo não se esqueceu de enaltecer o entusiasmo de Francisco Rodrigues dos Santos, o líder da JP que o precedeu nos discursos e que disse ser “uma lufada de ar fresco” num partido que “representa valores sociais como mais nenhum”. E como estava a “jogar” em casa, o eurodeputado lembrou que “esta é a minha terra, uma terra que eu gosto profundamente e desta terra nunca sairei”.
“Se António Costa diz que as exportações de Portugal estão bem, muito o deve a Famalicão”, referiu Nuno Melo, para quem “neste concelho, neste distrito, a Autoeuropa terá sempre as portas abertas”. Após o repto, o eurodeputado foi perentório: “o que o PCP está a fazer na Autoeuropa é criminoso para Portugal”.
O novo líder distrital de Braga dos centristas sugeriu ainda a António Costa que aproveite os “ventos favoráveis” para “renovar os votos” com a extrema esquerda, pois se se virasse para os lados do CDS “não iria ter sorte nenhuma”,
afiançou.
Depois de se referir sucintamente ao momento atual da política portuguesa – “temos um governo que é extraordinário a apropriar-se de méritos alheios”, Nuno Melo sublinhou não ser aceitável que sejam os franceses e os
belgas, por exemplo, a escolherem os representantes portugueses para o parlamento europeu.
Neste ciclo de eleições europeias e eleições legislativas, o eurodeputado famalicense acredita que “o que vimos em Braga vai ser multiplicado por este país fora e o CDS vai vencer”.

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