Belinho viveu Senhor aos Enfermos

Belinho viveu Senhor aos Enfermos

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“Esta é uma festa vivida por todos e uma festa para a família. Por isso valeu a pena ver o povo justo fazer esta festa”, referiu o pároco de Belinho, Manuel Ledo, no final da Procissão do Senhor aos Enfermos que se realizou na manhã do passado domingo.

A chuva caída durante toda a noite de sábado não impediu que as comissões locais trabalhassem na construção dos tapetes coloridos que embelezaram as ruas da freguesia de Belinho no concelho de Esposende, num total de vários quilómetros. Materiais naturais, areia pintada e muitas flores serviram para entapetar e elaborarem quadros bíblicos ao longo das ruas que acolheram a passagem da Procissão do Senhor aos Enfermos, festa “muito querida do povo de Belinho”, no dizer do padre Ledo.

Para completar o embelezamento de tão digno espetáculo surgiram, aqui e ali, quadros bíblicos como forma de vivenciar o Evangelho e as Sagradas Escrituras.

As boas vindas às autoridades e visitantes foram dadas pelo quadro que lembrava os emigrantes da localidade através das bandeiras portuguesa, francesa e belga.   Depois foi a organização da Procissão do Senhor aos Enfermos que saiu da igreja com as bandeiras das confrarias, lanternas e pálio, acompanhado por seis “meninas de branco” que transportaram  doces e flores, ora para oferecerem aos doentes, ora para atirarem no final da Procissão. Em seguida, o pároco levou a sagrada comunhão aos “enfermos” ou doentes impossibilitados de saírem de casa, assim como lhes é dada a cruz pascal a beijar. No final deste ato é cantado um cântico de agradecimento e louvor a Deus.

A Procissão percorreu os lugares de Caniço, Belinho, Santo Amaro, Feital, Barros, Outeiro e S. Fins.

No final, no Adro paroquial, foi repreentado o quadro bíblico que recordou a entrada triunfal de Jesus em Jreusalém. Atores locais, trajando a rigor como há 2016 anos atrás, representaram um trabalho que tocou o muito público presente.

Seguiu-se a benção do Santíssimo.

No uso da palavra, o pároco de Belinho, padre Ledo, agradeceu a todos os participantes, colaboradores e público presente pela “manhã majestosa”. Referindo-se à palavra “gratidão”, classificou-a como “gratificante que leva à confiança”, que “gera generosidade” e, por isso, em nome pessoal e do Conselho Paroquial restava-lhe agradecer a todos, pois “nada era mais justo, necessário e solene”.

Referindo-se à Procissão, o prelado considerou-a como a “Páscoa dos doentes e um dos maiores eventos eucarísticos” pois o “núcleo desta festa está no feito de cada um que dá o seu melhor”. É uma festa “feita por toda a gente”.E dirigindo-se, em especial, às comissões locais salientou: “sois vós o sucesso e brilho desta festa”.

E rematou: “esta é uma festa vivida e feita para a família. Valeu a pena ver o povo justo fazer a festa. Valeu a pena estar junto do povo”, disse o prelado, que ainda citou o poeta Fernando Pessoa ao recordar os versos do seu poema “Mar Português” quando diz que “tudo vale a pena se a alma não é pequena.”.

O padre Ledo ainda deixou um agradecimento especial ao padre Cândido Sá e fez uma breve homenagem ao padre Manuel Amorim, recentemente falecido” que era “um animador e divulgador desta festa”.

Uma estrondosa salva de palmas  com “os nossos parabéns e o nosso aplauso” encerraram esta magnífica jornada de fé e de carinho do povo de Belinho para com os seus doentes.

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Colaborador: Sampaio Azevedo

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