A memória dos Mártires da Fé assinalada em S. Bento da Porta Aberta

A memória dos Mártires da Fé assinalada em S. Bento da Porta Aberta

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No passado Domingo dia 01 de Setembro, na Cripta de S. Bento da Porta Aberta foi assinalada a peregrinação dos mártires contemporâneos. Esta iniciou-se com uma concentração às 15:00 no Cruzeiro, com uma caminhada em silêncio pela Via Sacra até á Cripta, tocando os sinos da Basílica de S. Bento da Porta Aberta a finados. Seguidamente houve a Recitação do Rosário (Terço) em memória dos Cristãos perseguidos, seguida de Eucaristia.

Todas as cerimónias foram presididas por Sua Ex.ª Reverendíssima D. Augusto César, Bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco, tendo sido concelebradas por vários sacerdotes, entre os quais o Cónego Roberto Rosmaninho Mariz, Presidente da Irmandade de S. Bento da Porta Aberta.

No final da recitação do Rosário, o ilustre concelebrante deixou algumas palavras de agradecimento e louvor a todos por esta iniciativa e deixou um apelo a todos para que “não se esqueçam de onde nos situamos (…)quando os cristãos forem martirizados por causa da fé” pedindo também para não os esquecermos que eles não se esquecem nas suas orações.

Na homilia, o presidente da celebração deixou elogios ao ambiente envolvente do Santuário de S. Bento da Porta Aberta pois “estimula o recolhimento e a oração.” e em jeito de conselho acrescentou “Nada disso se consegue sem humildade…”. Também em jeito de cuidado falou globalização, sem nunca perder de vista o sentido de Deus, a “verdadeira globalização”: “Enquanto os MCS nos ensinam a conhecer a periferia  do mundo, mediante os escândalos e os acidentes mais clamorosos… o Pai Nosso, ensinado por Jesus, manda-nos chamar a Deus nosso Pai”.

Em jeito de apelo convidou os peregrinos a que façam “(…) uma leitura rápida do ambiente que nos rodeia (ou do nosso tempo): de um lado vemos armas apontadas e somos tratados como infiéis’ … doutro, o lançamento de foguetões e o peito cheio de orgulho”. ameaçando quem pretende corrigir, em nome da paz … doutro ainda, a crueldade de carros blindados passando por cima das pessoas … e, por fim, a vigilância atenta das grandes potências, que vão afirmando a sua superioridade! É certo que tudo isto fica distante … e, aparentemente, pouco nos diz. Simplesmente: o mal vai escorregando até nossa casa e vai dando frutos tristes e dolorosos: a morte do pai, pela mão dum filho … a morte da esposa ou da namorada, pelo marido ou companheiro … os maus tratos a velhinhos e o roubo sequente … o uso de armas brancas, à conta da inveja ou da vingança …”.

Essa peregrinação contou com a participação da Fundação Pontifícia “ Ajuda à Igreja que Sofre” Catarina Bettencourt, e da Militia Sanctae Mariae. Aquela dirigente no final de cada missa celebrada na Basílica, fez um apelo à consciencialização dos fiéis deste gravíssimo problema que é a perseguição aos cristãos.

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